Um adolescente foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa por ao menos 45 dias após investigação sobre o atropelamento que matou José Carlos Pim, ocorrido em 15 de janeiro na Avenida Costa e Silva, no Jardim Paulista, em Barrinha. A Polícia Civil concluiu que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
As apurações partiram de imagens de câmeras próximas que registraram um veículo passando momentos antes do acidente. Ao cruzar informações, os investigadores localizaram em uma residência do bairro Colorado I um VW Gol com danos no para-brisa e na lataria, que foi apreendido e encaminhado à perícia. Dois adolescentes foram identificados como usuários do carro e levados à delegacia junto com responsáveis.
Segundo a delegada Giovanna Scudellari, um dos jovens, apontado como condutor apesar de não ter idade nem CNH, permaneceu em silêncio durante depoimento; o outro descreveu a dinâmica do acidente e afirmou que chovia na hora, o que, segundo ele, teria contribuído para que não vissem a vítima. A polícia informou ainda que os suspeitos tentaram ocultar o veículo e contataram um mecânico para reparar os danos antes que fossem descobertos.
A investigação segue com a análise pericial do carro e o caso deve prosseguir com a apuração das responsabilidades criminais dos envolvidos.