A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restabeleceu, em reunião extraordinária, a proibição de fabricação, distribuição e comercialização de lotes de produtos da marca Ypê cujo número termina em 1. A medida recupera parte da resolução originalmente publicada no início do mês, que havia sido suspensa temporariamente após recurso apresentado pela empresa.
A suspensão inicial, anunciada em 7 de maio, apontou irregularidades consideradas relevantes em etapas críticas da produção, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade e no controle de qualidade. A lista afetada reúne itens como detergentes, sabões líquidos para roupa e desinfetantes, entre outros.
O motivo central da restrição é a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes, microrganismo que pode provocar infecções graves em pessoas imunocomprometidas e em pacientes com doenças respiratórias crônicas. Diante da interposição de recurso pela Ypê, a decisão administrativa chegou a ficar suspensa automaticamente, mas a votação desta sexta-feira restabeleceu a proibição para os lotes com final 1 enquanto o mérito do recurso ainda será analisado.
A resolução original também determinava o recolhimento dos produtos do mercado. No encontro de hoje, porém, a Anvisa suspendeu temporariamente a exigência de retirada, para avaliar proposta apresentada pela fabricante.
Em nota, a Ypê afirmou que continuará atendendo consumidores que desejarem trocar produtos ou solicitar ressarcimento por meio de seus canais oficiais. A empresa disse que realizará testes adicionais com laboratórios independentes sobre os lotes em circulação e reafirmou que, segundo suas análises internas, os itens são seguros. A companhia informou ainda um plano de investimentos de R$ 130 milhões para adequação da produção.
A Anvisa informou que seguirá com a análise do recurso para decidir, em votação futura, sobre o mérito das contestações apresentadas pela Ypê.