A ASSERTTEM (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) projeta um começo de 2026 marcado por cautela no mercado de trabalho temporário. Em estimativa divulgada para o período de janeiro a março, a entidade prevê cerca de 760 mil contratações temporárias, número ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Segundo a associação, a tendência de retração reflete a postura mais conservadora das empresas diante de um cenário econômico e político global volátil, do ano eleitoral no Brasil e das incertezas relacionadas à Reforma Tributária. Esses fatores estariam levando as companhias a controlar custos e adiar decisões de expansão de mão de obra.
Historicamente, o primeiro trimestre concentra demanda sazonal e produtiva e, para 2026, a ASSERTTEM aponta quatro setores com maior potencial de contratação: agronegócio (pela safra), indústria (produção voltada a Carnaval e Páscoa), logística (expansão impulsionada pelo comércio digital) e turismo (férias de verão e períodos festivos).
Alexandre Leite Lopes, presidente da entidade, afirma que o trabalho temporário continua sendo um termômetro da atividade econômica, espelhando a reação dos setores produtivos às necessidades do mercado. A avaliação, segundo ele, é de estabilidade moderada no volume de contratos enquanto persistirem as incertezas macro e legislativas.
A ASSERTTEM também orienta empresas e profissionais sobre práticas para esse período: recomenda que contratações sejam formalizadas por meio de agências de trabalho temporário registradas no Ministério do Trabalho e Emprego e disponíveis na lista de associados da entidade. Para candidatos, a associação ressalta a importância de esforço, comprometimento e atitude proativa durante os contratos; às empresas, sugere utilizar o trabalho temporário como ferramenta estratégica para ajustar força de trabalho, garantir conformidade legal e identificar possíveis contratações permanentes.