A avenida Nove de Julho, tradicional eixo de Ribeirão Preto, vem sendo reocupada por uma série de iniciativas culturais e comerciais que buscam devolver vida à via após anos de obras e esvaziamento. A movimentação inclui festivais gastronômicos, projetos independentes e a inauguração da nova unidade do Sesc na região, que promete ampliar a oferta de atividades públicas.
O Sesc adquiriu o prédio da antiga sede da Recra na Nove de Julho e, além de apoiar eventos no entorno, inicia no domingo, 22 de fevereiro de 2026, o projeto “Música na Nove”: apresentações gratuitas voltadas a famílias, com estrutura montada em frente à nova unidade. A programação foi planejada para fortalecer o vínculo entre a população e o espaço urbano, na avaliação da direção local da instituição.
Produtores culturais independentes também intensificaram ações ao ar livre, com eventos como o festival ‘Pé na Rua’ e atrações infantis que atraem públicos diversos. Responsáveis por esses projetos destacam que a escolha da avenida leva em conta sua história e posição central na cidade, características que favorecem o retorno de circulação e convivência. Para eles, a ocupação contínua com arte e lazer contribui para transformar a região em um polo acessível e plural.
Representantes do comércio local e da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apontam impacto econômico direto: o fluxo gerado por shows e feiras ajuda a recolocar lojas e serviços no radar dos moradores após o período de intervenções urbanas. A entidade defende que a retomada da avenida pode abrir oportunidades para reposicionamento de negócios e recuperação da atividade econômica da área.
A Prefeitura também apoia a estratégia de ocupação, considerando tratar-se de medida para valorizar o patrimônio histórico e impulsionar turismo e comércio locais. Segundo a gestão municipal, as ações combinam planejamento público e parcerias com entidades e sociedade civil para ressignificar a Nove de Julho como espaço de convivência.
A série de eventos que deve circular pela avenida nas próximas semanas espera consolidar uma rotina de uso popular e comercial do local, equilibrando memória urbana, oferta cultural e estímulo à economia do entorno.