O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) do Morro de São Bento, em Ribeirão Preto, mantém um berçário que atualmente acolhe diversos filhotes de mamíferos resgatados em diferentes pontos do estado. A unidade oferece acompanhamento veterinário contínuo, protocolos nutricionais específicos e manejo adequado para garantir a recuperação clínica e a preparação para a reintrodução ao habitat natural.
Entre os animais em tratamento está uma jaguatirica batizada de “Flash”, resgatada em Guaíra no dia 1º de janeiro de 2026. O filhote, com cerca de 1,2 kg, está na fase de transição para alimentação pastosa. O macaco-prego “Abu” já iniciou a introdução de sólidos, enquanto quatro filhotes de cuíca avançam do leite para papas.
A lontra-neotropical “Joca”, encontrada na capital paulista, permanece em período exclusivamente lácteo e exige monitoramento constante da equipe técnica. Dois quatis, “Laka” e “Bis”, seguem em observação após testarem positivos para parasitas; a soltura só será autorizada após a negativação dos exames. “Bis” é o que está há mais tempo na unidade, recebendo cuidados desde 7 de dezembro de 2025.
O trabalho do Cetras do Morro de São Bento visa garantir que animais órfãos ou vítimas de risco recuperem saúde e independência para voltarem de forma segura aos seus ambientes naturais. A unidade destaca a importância da colaboração da população na comunicação de casos de animais silvestres em perigo para agilizar o resgate e o tratamento.