Cachorra resgatada por denúncia foge de unidade municipal; família critica falta de informação

A família relatou que só ficou sabendo da ausência de Lilica por meio de um repórter e não recebeu comunicação oficial da administração municipal

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Nando Medeiros
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Cachorra resgatada por denúncia foge de unidade municipal; família critica falta de informação

Uma cadela resgatada após denúncias de maus-tratos em um condomínio da zona Norte de Ribeirão Preto fugiu da Divisão de Bem-Estar Animal (DBEA) da prefeitura horas depois de ser levada para atendimento. O episódio, relacionado a imagens registradas no dia 17 de março em que o tutor aparece agindo contra os animais, gerou críticas da família pela forma como a administração municipal comunicou o caso.

Segundo moradores, vídeos mostraram o tutor imobilizando e arremessando os cães no pátio do residencial, o que motivou a retirada dos animais. A DBEA recolheu as duas cadelas para avaliação veterinária, mas, conforme a família, uma delas, conhecida como Lilica, escapou do local de acolhimento ainda no mesmo dia. A prefeitura não explicou publicamente como ocorreu a fuga.

A família relatou que só ficou sabendo da ausência de Lilica por meio de um repórter e não recebeu comunicação oficial da administração municipal. Parentes e vizinhos usaram busca com drone na tentativa de localizar a cadela, sem sucesso até a última apuração. A tutora do imóvel afirmou temor de que Lilica sofra algum acidente enquanto está solta.

O delegado seccional que analisou as imagens afirmou que, embora o registro mostre inicialmente uma briga entre os cães, as ações seguintes configuram agressão: chutes e arremessos classificados como desnecessários e indicativos de maus-tratos. A outra cadela resgatada foi localizada posteriormente na casa de familiares.

A presidente da Comissão de Direito Animal da OAB de Ribeirão Preto avaliou como “gravíssima” a fuga e afirmou que, enquanto o animal estiver sob tutela do órgão público, a responsabilidade por sua segurança e cuidados é do poder público.

A defesa do tutor diz que as imagens foram tiradas de contexto e que o caso foi um episódio isolado, destacando histórico familiar de cuidado com animais. Até o momento não há registro público de procedimentos administrativos ou criminais concluídos, e a prefeitura foi procurada para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias da fuga e as medidas adotadas para localizar Lilica.