Corpo de menina de 3 anos é reconhecido e liberado; avô e companheira seguem presos em Ribeirão Preto

A mãe e a avó materna, que residem em Itapetininga (SP), não sabiam da morte da menina até serem trazidas à cidade para o reconhecimento

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Nando Medeiros
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Corpo de menina de 3 anos é reconhecido e liberado; avô e companheira seguem presos em Ribeirão Preto

O corpo de Sophia Emanuelly de Souza, de 3 anos, foi reconhecido e liberado pela família, segundo informou a Polícia Civil. A mãe e a avó materna, que residem em Itapetininga (SP), não sabiam da morte da menina até serem trazidas à cidade para o reconhecimento. O corpo estava no Instituto Médico Legal (IML) desde a semana anterior e será encaminhado a Itapetininga para velório e sepultamento.

Dois suspeitos permanecem presos preventivamente: o avô da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33. Eles foram detidos em flagrante no dia 18 de fevereiro, após a chegada de Sophia já sem sinais vitais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio na noite de terça-feira, 17 de fevereiro. Segundo a polícia, a versão inicial do avô, de que a criança teria passado mal e vomitado no trajeto, foi contestada por investigadores.

A delegacia apura homicídio triplamente qualificado e avalia também enquadramentos por tortura ou por tortura seguida de morte, previstos na legislação para crimes hediondos. Perícias no apartamento onde o avô morava com a neta, no Parque São Sebastião, na zona Leste, estão em andamento. Vizinhos serão ouvidos e a investigação segue reunindo depoimentos, laudos e documentos provenientes do Conselho Tutelar de Itapetininga. A Polícia Civil prevê concluir o inquérito até o fim desta semana.

Relatórios periciais e fotografias apontaram hematomas em diferentes estágios de cicatrização, o que, segundo autoridades, indica ocorrência repetida de maus-tratos. José tinha a guarda da neta desde 2024. O advogado que representa o avô declarou à imprensa que ele é inocente e vai recorrer da decisão que manteve a prisão preventiva. A Defensoria Pública, que atua pela defesa de Karen, informou que costuma não comentar publicamente processos penais em andamento.

A investigação segue sob responsabilidade da delegada Michela Ragazzi e da equipe que conduz as diligências em Ribeirão Preto.