A Câmara de Brodowski ampliou nesta semana as diligências da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga aplicações do Instituto de Previdência do município no Banco Master. Os vereadores pediram documentos à autarquia e agora exigem informações sobre a empresa de assessoria de investimentos que teria orientado a destinação dos R$ 15 milhões, além de esclarecimentos sobre o status dos fundos aplicados.
Segundo o presidente da CPI, Renan Valente (Podemos), há a suspeita de que a consultoria contratada pelo Sisprev não tenha sido a mesma que assessorou a alocação ao Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 após constatar crise de liquidez. No relatório aprovado pela Câmara constam duas aplicações realizadas em 2024 que, juntas, somam os R$ 15 milhões; uma delas, de R$ 3 milhões, chamou atenção por não ter sido aplicada diretamente ao banco, mas por meio de fundos administrados pela instituição.
A Polícia Federal já investiga fraudes relacionadas ao Banco Master, incluindo emissão de títulos falsos, manipulação contábil e gestão fraudulenta. O Sisprev foi procurado pela Câmara e pela reportagem; em 2 de março informou, por meio de seu departamento jurídico, que as decisões de investimento seguiram respaldo técnico e a legislação dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). O instituto tem 48 horas a partir desse pedido, prazo que vence em 4 de março, para responder aos novos questionamentos da CPI.
Após o recebimento das respostas, a comissão pretende ouvir representantes do Sisprev e da empresa de assessoria apontada nas apurações. A CPI tem prazo inicial de 90 dias, contado desde a instalação no início de fevereiro, prorrogáveis por igual período, para concluir as investigações e apresentar relatório à Câmara.