Creci alerta para golpe envolvendo corretora com registro suspenso em Ribeirão Preto

As vítimas relataram que eram solicitados pagamentos adiantados para “segurar” imóveis, prática que, de acordo com o Creci, não tem respaldo no mercado formal

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Nando Medeiros
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Creci alerta para golpe envolvendo corretora com registro suspenso em Ribeirão Preto

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e a Polícia Civil investigaram, nesta semana, denúncias de fraude imobiliária em Ribeirão Preto que teriam envolvido uma corretora com registro suspenso. Segundo o diretor do Creci, Antônio Marcos Melo, pelo menos sete boletins de ocorrência por estelionato foram registrados contra a profissional indicada nos relatos. Melo explicou que, pela consulta ao sistema do conselho, a corretora teve a inscrição suspensa e, enquanto durar essa situação, atua de forma irregular.

As vítimas relataram que eram solicitados pagamentos adiantados para “segurar” imóveis, prática que, de acordo com o Creci, não tem respaldo no mercado formal. "O pagamento de um imóvel se conclui em cartório, via escritura; não há previsão para reserva em dinheiro antecipado", afirmou o diretor, orientando que clientes consultem o site do Creci para confirmar situação cadastral do profissional antes de qualquer negociação.

Em um dos casos, a compradora descobriu que a casa havia sido vendida a terceiros ao passar em frente ao imóvel e conversar com um prestador de serviços. Outra vítima, identificada como Letícia Lara de Moraes, contou que fez um empréstimo de R$ 19 mil para dar entrada em um imóvel e só depois percebeu que o proprietário dizia não ter recebido o valor e havia cancelado o contrato com a corretora.

O Creci informou que sua fiscalização pode aplicar suspensão provisória e, em seguida, cancelamento do registro, além de encaminhar procedimentos ao tribunal ético-disciplinar. Marcelo ressaltou que, além do boletim de ocorrência na Polícia Civil, as vítimas devem registrar a reclamação junto ao Creci para embasar eventual ação de reparação na esfera civil.

A defesa da corretora, representada pelo advogado Tiago Lopes, declarou que analisa as denúncias e pretende propor acordos de devolução, negando que a cliente esteja exercendo a profissão de forma ativa. As investigações seguem em andamento pela polícia e pelo Creci.