O aumento do interesse dos brasileiros por atividades físicas está transformando o mercado de nutrição no país. Segundo dados do Datafolha de 2025, 53% da população com 16 anos ou mais já pratica exercícios regularmente, o que elevou a demanda por estratégias que garantam não apenas o rendimento imediato, mas também a recuperação muscular e a longevidade no esporte.
Foco em recuperação e constância
Especialistas apontam que a suplementação rompeu a barreira do esporte de elite e se integrou ao cotidiano de quem busca saúde. O objetivo central passou a ser a redução do impacto do desgaste físico, permitindo que o praticante mantenha a regularidade sem sofrer com a fadiga crônica. Para médicos do esporte, vitaminas e minerais são fundamentais na adaptação do organismo ao esforço, desde que integrados a uma rotina de descanso e alimentação equilibrada.
No futebol profissional, a rotina exemplifica essa necessidade. Atletas de alto rendimento, como a meio-campista Duda Serrana, do São Paulo FC, utilizam nutrientes como coenzima Q10 e ferro para sustentar picos de velocidade e acelerar a regeneração do corpo entre jogos sucessivos. A praticidade no consumo é apontada como um fator determinante para manter a disciplina nutricional em calendários intensos.
Inovação em absorção de nutrientes
A nova fronteira do setor não está apenas na quantidade de nutrientes ingeridos, mas na "biodisponibilidade", a capacidade do corpo de realmente absorver o que é consumido. Muitas substâncias enfrentam barreiras no sistema digestivo que impedem que cheguem à corrente sanguínea de forma eficaz.
Para contornar esse desafio, o setor tem investido em tecnologias de base científica, como o uso de lipossomas (estruturas lipídicas que protegem o ativo), garantindo que o organismo aproveite melhor as formulações mesmo em doses menores. Esse movimento de inovação, liderado por centros de pesquisa ligados a universidades como a USP em Ribeirão Preto, sinaliza que a eficiência nutricional será o principal pilar dos produtos voltados ao bem-estar nos próximos anos, conforme defendido pela Yosen.