Empresário de Franca é alvo em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Segundo os investigadores, Ciro é apontado como operador financeiro que teria transferido recursos provenientes de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau

  • Go to the profile of  Nando Medeiros
Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
Empresário de Franca é alvo em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apontou movimentações financeiras milionárias e tem como um dos alvos um empresário de Franca. Ciro Cesar Lemos é investigado na Operação Vérnix, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro com suposta ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, Ciro é apontado como operador financeiro que teria transferido recursos provenientes de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau para contas atribuídas à organização criminosa. A empresa em questão, Lopes Lemos Transportadora Ltda, conhecida como Lado a Lado Transportes, está localizada nas imediações da Penitenciária II daquele município, onde estão detidas lideranças do PCC.

A apuração, que já dura sete anos, identificou que a transportadora movimentou mais de R$ 20 milhões no período de três anos e registrou uma diferença de cerca de R$ 6,9 milhões entre o faturamento declarado ao fisco e os débitos contabilizados. Para o Ministério Público, essa discrepância é um dos elementos que sustentam a suspeita de lavagem de capitais.

A força-tarefa atingiu também integrantes da facção, familiares e supostos operadores financeiros. Entre os investigados aparece Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como liderança da organização.

A investigação identificou ainda que pelo menos duas contas relacionadas às movimentações passaram por nomes vinculados à influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Deolane foi presa na quinta-feira (21), durante o cumprimento de mandados ligados à operação. As equipes seguem analisando documentos, extratos e outras provas para traçar o fluxo de recursos e esclarecer possíveis mecanismos usados para ocultar a origem do dinheiro.

Os investigados respondem em inquérito e têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.