Especialistas alertam para riscos da promoção de remédios por influenciadores nas redes

No Brasil, a propaganda de medicamentos é regulamentada pela Anvisa e a publicidade médica segue normas do Conselho Federal de Medicina

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Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
Especialistas alertam para riscos da promoção de remédios por influenciadores nas redes

A divulgação de medicamentos por influenciadores digitais voltou a preocupar autoridades de saúde e pesquisadores em 26 de maio de 2026. Estudos recentes mostram que postagens que combinam relatos pessoais, promoção comercial e baixa transparência podem levar pacientes a decisões inadequadas sobre tratamentos.

Pesquisas citadas em revisões acadêmicas indicam que depoimentos de usuários aumentam a confiança do público e dificultam a distinção entre experiência pessoal e propaganda. Esse formato, segundo especialistas, é potencializado por algoritmos que favorecem conteúdo de alto engajamento e contribui para uma “infodemia”, excesso de informações, verdadeiras ou não, sobre temas de saúde.

Profissionais que acompanham a comunicação em saúde afirmam que sinais de alerta incluem publicações que exaltam apenas benefícios de um remédio, minimizam riscos ou não deixam claro quando há parceria comercial ou patrocínio. Para a diretora de marketing da Dr. Fisiologia, Renata Steinbach, a identificação emocional criada pelos influenciadores explica parte do efeito persuasivo: experiências pessoais geram empatia e credibilidade imediata.

No Brasil, a propaganda de medicamentos é regulamentada pela Anvisa e a publicidade médica segue normas do Conselho Federal de Medicina, mas especialistas ouvidos relatam dificuldades de fiscalização diante da rapidez e da informalidade das redes sociais. Organismos reguladores e entidades médicas têm discutido formas de aumentar a transparência e fiscalizar conteúdos potencialmente nocivos.

Quem identificar divulgação de medicamentos sem clareza sobre interesses comerciais pode denunciar às autoridades competentes. A população também é orientada a procurar orientação de profissionais de saúde antes de iniciar tratamentos divulgados em redes sociais.