Ex-funcionária relata assédio de médico que virou réu por estupro de menor em Franca

O médico, identificado no processo como Luiz Antônio Santana de Figueiredo, foi denunciado pelo Ministério Público por crimes que teriam ocorrido de forma continuada entre 2016 e 2020

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Nando Medeiros
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Ex-funcionária relata assédio de médico que virou réu por estupro de menor em Franca

Uma ex-funcionária prestou depoimento à Polícia Civil em que afirmou ter sido alvo de comentários de conotação sexual pelo médico acusado de estupro de vulnerável em Franca. Segundo o relato contido no processo, o profissional teria dito à empregada que ela “poderia ganhar mais se mostrasse os seios”. A mulher disse ter se sentido constrangida, interpretou a fala inicialmente como brincadeira e respondeu que não seria necessário porque era casada. Ela declarou ainda que não presenciou outras condutas inapropriadas e que o episódio não se repetiu.

O médico, identificado no processo como Luiz Antônio Santana de Figueiredo, foi denunciado pelo Ministério Público por crimes que teriam ocorrido de forma continuada entre 2016, quando a vítima tinha seis anos, e o início da pandemia, em 2020. Conforme a denúncia, a criança se relacionava com o réu como se ele fosse um avô, o que, segundo os promotores, facilitou os abusos dentro da confiança estabelecida. Os relatos entregues às autoridades, inclusive um depoimento da própria vítima acompanhado por psicóloga, descrevem atos de aproximação, toques nas pernas e coxas, convites para sentar no colo e, em ao menos um episódio, a introdução parcial de dedos na genitália da criança.

O processo corre em segredo de justiça e a Justiça aceitou a denúncia, transformando o médico em réu pela suspeita de estupro de vulnerável, com agravantes por abuso de confiança e crime continuado. Luiz Antônio responde em liberdade e terá prazo para apresentar defesa no processo. A reportagem procurou os advogados do réu, que preferiram não se manifestar sobre o caso.