A Polícia Civil de Franca (SP) reabriu investigações sobre a morte da orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo, cujo corpo foi exumado no início de fevereiro de 2026 para coleta de amostras laboratoriais. Tatiane morreu em 20 de abril de 2025, após passar mal em casa, na noite de um churrasco com a família do marido. Na ocasião, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas ela não resistiu.
O primeiro laudo necroscópico, elaborado pelo Serviço de Verificação de Óbitos de Franca, registrou broncoaspiração como causa imediata da morte e apontou hepatomegalia de origem não esclarecida, além de cheiro etílico. A ocorrência foi inicialmente registrada como morte natural, porém a família contestou esse entendimento e acionou a polícia ao longo das investigações.
Parentes relataram que Tatiane vinha apresentando vômitos, diarreia e dores de cabeça nos dias anteriores ao óbito e disseram desconhecer qualquer problema de saúde crônico. Também informaram aos investigadores que a educadora vivia um relacionamento conflituoso com o marido, William Ferreira Cardozo, e que havia recentemente descoberto uma traição. Mensagens encontradas no celular de Tatiane, segundo familiares, contêm ameaças veladas com referência à data de 20 de abril.
Delegado responsável pelo caso afirmou que a exumação foi necessária porque procedimentos de conservação realizados pela funerária teriam comprometido análises anteriores. Durante a abertura do túmulo, peritos do IML recolheram vísceras, órgãos e vestígios de sangue para exames toxicológicos e histopatológicos. A Polícia Civil também diz ter encontrado indícios que justificaram nova apuração sobre possível envenenamento.
A investigação segue em segredo de Justiça. O delegado evita apontar suspeitos publicamente e aguarda os laudos laboratoriais para concluir se houve ingestão de substância tóxica ou outra causa não natural. A defesa do marido informou que ele tem colaborado com as investigações e nega envolvimento. Familiares de Tatiane aguardam os resultados e dizem buscar esclarecimento e justiça.
Não há prazo definido para a divulgação dos exames periciais.