Homem é indiciado por lesão corporal seguida de morte após agressão a tatuador no carnaval em Nuporanga

A defesa de Manoel classificou o episódio como uma “infeliz fatalidade” e afirmou que não houve intenção de matar

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Nando Medeiros
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Homem é indiciado por lesão corporal seguida de morte após agressão a tatuador no carnaval em Nuporanga

O delegado Clodoaldo Vieira indiciou Vitor Manoel, de 25 anos, pelo crime de lesão corporal seguida de morte pela agressão que levou à morte do tatuador Vitor Fonseca de Almeida Silva durante o carnaval em Nuporanga. Segundo a investigação, Manoel admitiu ter desferido o soco que provocou a lesão fatal, afirmando em depoimento que reagiu por entender que a vítima estaria importunando ou tentando aliciar uma criança de 8 anos.

De acordo com o delegado, as versões colhidas convergiram quanto à autoria do golpe e à existência de uma frase de conotação sexual atribuída à vítima que Manoel relatou ter sido o estopim do ataque. Entretanto, as imagens analisadas pelos peritos não registraram qualquer ato libidinoso ou violência por parte de Fonseca contra a menor, que aparece apenas conversando com a criança.

Ao longo do inquérito foram ouvidas cerca de dez pessoas adultas e identificados seis adolescentes e uma criança. O processo foi encaminhado ao Ministério Público, que pode decidir se será necessário colher depoimentos dos jovens em oitiva especial na esfera judicial.

A defesa de Manoel classificou o episódio como uma “infeliz fatalidade” e afirmou que não houve intenção de matar. Segundo a versão do acusado e de seus advogados, familiares acionaram a ambulância e Manoel permaneceu no local até a chegada do socorro e da Guarda Civil Municipal.

A família da vítima se manifestou à época contra a divulgação do depoimento do agressor e repudiou interpretações das imagens sem o contexto do áudio, ressaltando que a divulgação tem prejudicado a honra de quem não pôde mais se defender. O caso segue sob análise do Ministério Público para definição das próximas medidas.