A Polícia Civil informou que o laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML) relacionado à morte de Ana Alice Santos França, de 11 anos, teve resultado indefinido. A investigação segue em Serrana com a suspeita de estupro de vulnerável como linha principal. Ana Alice foi atendida em 11 de novembro de 2025 numa UPA de Serrana e, em seguida, transferida para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, onde a equipe médica acionou a polícia ao identificar indícios de material biológico. A criança morreu dois dias depois, no dia 13 de novembro, e foi velada e enterrada em 15 de novembro.
Apesar do caráter inconclusivo do laudo complementar, o delegado responsável pelo caso afirmou que as provas reunidas até agora, entre elas depoimentos, contradições em versões e imagens registradas pelo próprio suspeito, mantêm o padrasto, Douglas Júnior Nogueira, como principal investigado. Ele foi preso preventivamente e nega envolvimento no crime. A autoridade policial já encaminhou pedido formal de prisão preventiva ao Ministério Público.
Exames anteriores realizados no IML descartaram a presença de drogas e veneno, e não confirmaram material genético conclusivo; a perícia complementar não conseguiu definir a causa da morte. A Polícia Civil também aguarda a conclusão de uma segunda etapa do exame toxicológico para esclarecer se houve intoxicação. Além do padrasto, as investigações mencionam a existência de outro suspeito, cuja identidade não foi divulgada.
No relato inicial à polícia, o padrasto disse ter encontrado Ana Alice desacordada em casa ao sair para buscar a mãe no trabalho; a irmã da vítima, que vinha da igreja, ajudou no socorro. Em um primeiro momento, a ocorrência foi tratada como tentativa de suicídio por conta de um cordão de brinquedo no queixo da menina, mas a constatação de lesões genitais e hematomas no pescoço levou a investigação para a linha de abuso e morte sob suspeita de violência. A apuração continua com perícias e oitiva de testemunhas.