Investidores denunciam sócio de banco digital de Ribeirão Preto por suposto esquema de captação

Investidores esperam reaver os valores aplicados e que sejam tomadas providências criminais contra os responsáveis

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Nando Medeiros
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Investidores denunciam sócio de banco digital de Ribeirão Preto por suposto esquema de captação

Vários clientes do Tresory Bank, banco digital que teve atuação em Ribeirão Preto, registraram queixas na polícia e moveram ações civis na tentativa de recuperar aportes que teriam sido aplicados na plataforma. As denúncias apontam que os problemas se arrastam desde 2023 e se intensificaram ao longo de 2025, quando os pagamentos prometidos deixaram de ser feitos.

Entre as vítimas está um empresário que diz ter investido R$ 250 mil em 2023 atraído pela promessa de rentabilidade mensal de 2%. Segundo ele, os juros foram pagos apenas nos dois primeiros meses; depois os retornos cessaram e a comunicação com um dos sócios, identificado como Eduardo Scatambulo Ribeiro, interrompeu-se. O empresário relata que, por confiar nos pagamentos iniciais, reinvestiu os rendimentos em contratações para sua empresa e teve de demitir funcionários quando os repasses foram suspensos.

Outro casal, o bancário Nicolas Simonacci e a administradora Mariana Santini, afirma ter aplicado cerca de R$ 500 mil até o fim de 2025. Eles contam que, após atrasos frequentes, tiveram problemas ao tentar resgatar valores de aplicações com suposta liquidez diária. Mariana afirma que um pedido de resgate de R$ 10 mil nunca foi creditado, mesmo após promessas de liberação.

As vítimas relatam ainda que Scatambulo teria apresentado explicações inusitadas para os atrasos, dizendo ter recebido recursos no exterior por uma operação envolvendo doações em criptomoedas para o Vaticano e exibindo extratos bancários que, segundo elas, indicavam saldos milionários em uma conta na Suíça. Documentos mostrados às vítimas teriam valores inconsistentes entre si.

Em nota aos investidores, contratos e registros apontam endereços diversos, entre eles uma casa em condomínio de luxo em Ribeirão Preto e a sede administrativa divulgada em São Paulo, mas na prática a comunicação com a equipe do banco teria se tornado escassa nos meses mencionados.

Investidores esperam reaver os valores aplicados e que sejam tomadas providências criminais contra os responsáveis, afirmando buscar não só a recuperação do dinheiro, mas também responsabilização pelos supostos crimes cometidos.