A investigação sobre o envenenamento de um homem em Ribeirão Preto avançou com a apuração direcionada a uma possível motivação financeira. Promotor responsável pelo caso informou que a vítima, identificada como Adenilson, portava entre R$ 18 mil e R$ 20 mil em espécie no dia em que passou mal após consumir o açaí. A polícia recolheu novos depoimentos ao longo do dia.
Funcionária da loja onde o produto foi adquirido explicou aos investigadores que a vedação utilizada nas embalagens é feita com uma fita fina colocada sobre a tampa, recurso que pode ser removido e recolocado sem sinais evidentes de violação. A informação reforçou a hipótese de que o veneno, identificado como “chumbinho”, pode ter sido inserido na bebida sem alertar a vítima ou terceiros.
Imagens de câmeras de segurança mostram o casal chegando à residência com o alimento, e as autoridades avaliam a possibilidade de tentativa de latrocínio, com o objetivo de “reduzir a capacidade de reação da vítima para possibilitar a subtração do dinheiro”, conforme declaração do promotor. A própria principal suspeita, a namorada de Adenilson, Larissa, teria informado à polícia sobre a existência do montante em espécie; ela nega envolvimento no crime.
Familiares relataram que a vítima havia acabado de comprar um carro no mesmo dia em que passou mal, fato que os investigadores também tentam relacionar à origem e ao destino do dinheiro. Ainda na terça, a irmã da vítima prestou depoimento e a Polícia Civil afirmou pretender encerrar essa fase de diligências até o fim do dia. O Ministério Público não havia divulgado, até a última atualização, pedido de prisão contra a suspeita.