Aos 20 anos, o agricultor André Cossin já administra uma propriedade em Monte Alto que produz centenas de toneladas de hortaliças por ano. Filho de agricultores, ele abriu a própria empresa ainda na adolescência, a firma foi registrada em setembro de 2021, e hoje concentra a produção em tomate rasteiro e batata: cerca de 400 toneladas de tomate e 170 toneladas de batata anualmente.
Criado no sítio da família, André contou que a proximidade com o trabalho rural o levou a decidir cedo pela vida no campo. Ele começou a cultivar em um pedaço de terra que o pai lhe deu na infância e, com o tempo, transformou a prática em empreendimento. O jovem afirmou que a meta é ampliar a unidade e consolidar ali o início de sua trajetória profissional.
Além da rotina no campo, André investe em formação. Concluiu curso técnico agrícola ainda adolescente e atualmente cursa agronomia na Unesp de Jaboticabal, buscando aplicar conhecimentos técnicos e inovações na gestão da propriedade. Para ele, a qualificação foi determinante para o crescimento do negócio.
O caso de André reflete um movimento maior no setor: pesquisas da consultoria Fruto Agrointeligência mostram que a média de idade dos produtores brasileiros é relativamente baixa, cerca de 46 anos, muito inferior às médias dos Estados Unidos e da Europa. O economista José Carlos de Lima Júnior relaciona essa renovação à maior presença de tecnologia no campo e ao interesse de jovens por atividades que exigem qualificação técnica. Segundo ele, a nova geração tem papel chave para incorporar ferramentas como inteligência artificial e outras inovações ao agronegócio, levando adiante a base construída pela geração anterior.
No entorno de Ribeirão Preto, histórias como a de André têm se multiplicado, com jovens que combinam tradição familiar e ensino formal para ampliar e modernizar a produção agrícola.