Justiça mantém preso suspeito de matar sogra em Sertãozinho e defesa pede avaliação psiquiátrica

Segundo o delegado Igor Dorsa, responsável pela investigação, o homem admitiu ter cometido o crime durante depoimento, mas declarou que apresentava problemas psiquiátricos

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Nando Medeiros
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Justiça mantém preso suspeito de matar sogra em Sertãozinho e defesa pede avaliação psiquiátrica
Reprodução EPTV

A Justiça decretou a prisão preventiva de Ygor Felizardo, suspeito de matar a sogra, Leonice Aparecida Moscon, de 62 anos, em Sertãozinho. O caso passou a ser analisado também sob a possibilidade de um incidente de insanidade mental, já que a defesa afirma que ele tinha diagnóstico prévio de transtorno bipolar e pode não ter condições de responder plenamente pelos atos.

Segundo o delegado Igor Dorsa, responsável pela investigação, o homem admitiu ter cometido o crime durante depoimento, mas declarou que apresentava problemas psiquiátricos. A polícia agora busca documentos e laudos que possam confirmar ou afastar essa hipótese. Se a perícia apontar que ele tinha consciência do que fazia, o inquérito deve avançar para denúncia por feminicídio e eventual julgamento pelo tribunal do júri. Caso seja constatada incapacidade mental, o processo pode resultar em medida de segurança e internação psiquiátrica.

O advogado Augusto José Costa, que faz a defesa do suspeito, disse que vai pedir a avaliação de insanidade. Ele sustenta que o quadro clínico do cliente precisa ser considerado e defende a internação em unidade de tratamento, em vez de prisão comum, caso a condição seja confirmada.

A investigação também reuniu elementos de histórico de violência. Ygor havia saído da cadeia cerca de um mês antes do crime, após responder por tentativa de homicídio contra o padrasto, mas acabou absolvido. Relatos da esposa indicavam comportamento agressivo, embora ela não tenha formalizado denúncia.

Em depoimento, o suspeito contou que entrou na casa da vítima, pegou uma faca na cozinha e a atacou após chamá-la. Depois, segundo a versão dele, continuou as agressões quando Leonice caiu no chão. O delegado informou que, de acordo com o relato, o homem agiu movido pela crença de que a sogra poderia representar uma ameaça ao filho, hipótese que não foi encontrada pela polícia.

Leonice foi localizada morta na segunda-feira, no bairro Jardim Vitória, depois que familiares perceberam a ausência de respostas dela por telefone. O IML apontou preliminarmente que a vítima sofreu 38 golpes de faca. No momento da abordagem policial, Ygor chegou a falar com jornalistas e negou saber o que tinha acontecido, afirmando manter boa relação com a sogra. Pouco depois, acabou preso em flagrante como principal suspeito. Marcas de sangue nas roupas, um ferimento recente em uma das mãos e a ausência de sinais de arrombamento reforçaram a suspeita da polícia.