Justiça mantém voto híbrido e impeachment de Júlio Casares será votado em 16 de janeiro

Na prática, a reunião poderá ser instalada com ao menos 75% de presença dos conselheiros, requisito previsto pelo estatuto, e a destituição exige dois terços dos votos

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Nando Medeiros
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Justiça mantém voto híbrido e impeachment de Júlio Casares será votado em 16 de janeiro

A Justiça de São Paulo negou o recurso do São Paulo Futebol Clube que pedia votação presencial exclusiva para o processo de impeachment contra o presidente Júlio Casares.

A decisão da 1ª Câmara de Direito Privado confirmou a possibilidade de participação híbrida (presencial ou virtual) na sessão do Conselho Deliberativo. Com isso, a deliberação que pode afastar provisoriamente Casares foi mantida na pauta para sexta-feira, 16 de janeiro, às 18h30.

Na prática, a reunião poderá ser instalada com ao menos 75% de presença dos conselheiros, requisito previsto pelo estatuto, e a destituição exige dois terços dos votos. A ação que resultou no pedido de impeachment reúne 57 assinaturas, acima do mínimo exigido de 50.

O presidente é alvo de inquérito da Polícia Civil por suposto desvio de verbas, investigação que abalou seu apoio político, Casares nega irregularidades e afirma que provará sua inocência. Em decisão anterior, a juíza da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã já havia autorizado a modalidade híbrida para a votação, e a Câmara manteve essa orientação ao ponderar que não houve demonstração suficiente das alegações apresentadas pelo clube para justificar a exclusividade presencial.

Se o Conselho aprovar o afastamento, a medida será aplicada provisoriamente; em seguida, em até 30 dias, uma Assembleia Geral de sócios deverá confirmar ou reverter a decisão. Aprovada também na assembleia, a punição inclui a expulsão do clube. Caso o presidente renuncie, entretanto, ele permaneceria no Conselho Consultivo, situação semelhante à de um episódio anterior na história do clube.