O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e os três filhos, Eduardo Felipe, de 10, Victor Hugo, de 8, e Luiz Henrique, de 6 anos, foram provavelmente mortos dentro da residência da família, localizada na zona rural de Jaboticabal.
A perícia, realizada após o crime, identificou manchas de sangue com uso de luminol na sala e na cozinha, apesar de o imóvel ter sido limpo antes das investigações. Segundo a análise técnica, as crianças tiveram traumatismo craniano causado por golpes na cabeça, que teriam sido desferidos com uma marreta, um ou dois golpes em cada uma, e teriam morrido de forma imediata, sem possibilidade de defesa.
No corpo de Sabrina, o laudo apontou sinais compatíveis com luta corporal, como fratura exposta no punho esquerdo e perfurações no tórax que atingiram pulmões e coração. Relatos iniciais também mencionaram amputação de dedos, conforme a investigação.
Em depoimentos colhidos separadamente, o caseiro Milton Gonçalves Filho, de 48 anos, e o filho Leonardo Gonçalves, de 21, admitiram ter tirado a vida da mulher e das crianças com golpes de marreta e facão, em 18 de dezembro.
A defesa da família das vítimas, representada pela advogada Jacqueline Batista, afirmou que a cena indica tentativa de ocultação, já que o imóvel teria sido limpo antes da chegada da perícia, e levantou a hipótese de que os confessos podem ter recebido auxílio de terceiros.
Durante os interrogatórios, pai e filho também confessaram a participação na morte de outra mulher, Jéssica Rizzo, de 33 anos, em 2024. Apesar da confissão, o corpo dela não foi localizado no local indicado pelas autoridades, e as buscas continuam em andamento.
As investigações sobre os dois casos seguem abertas, com diligências para apurar a possível participação de outras pessoas e localizar vestígios adicionais.