O laudo necroscópico obtido pela polícia indicou que Wildson Cardoso Felipini morreu com fratura de base de crânio, traumatismo cranioencefálico, hemorragia subaracnoide e edema pulmonar, lesões que levantaram suspeita de agressão contra o paciente encontrado morto em uma clínica de reabilitação do Jardim Paulistano.
Para parentes, as lesões observadas no corpo confirmam a impressão de que ele sofreu espancamento, e não um infarto, como foi informado inicialmente. Segundo o irmão, Edmilson Felipini Júnior, os hematomas e deformações no rosto já eram visíveis no reconhecimento realizado no Instituto Médico Legal. A família disse ainda ter ouvido relatos de vizinhos sobre gritos vindos da clínica no fim de semana em que Wildson morreu.
De acordo com a versão da instituição, profissionais tentaram prestar socorro ao paciente, acionaram a polícia e permitiram a liberação do corpo ao IML; a clínica afirmou também que houve tentativa de invasão por parentes após a ocorrência. O 8º Distrito Policial de Ribeirão Preto registrou o caso como morte suspeita e aguarda os laudos periciais complementares para dar seguimento às investigações. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que, após a conclusão dos exames, a autoridade policial analisará o material e continuará as diligências para apurar responsabilidades.
Familiares relataram que Wildson, com histórico de dependência química, havia sido internado na clínica no dia 25 de dezembro e foi encontrado morto por volta das 4h do dia 27. A prefeitura, por sua vez, disse que a unidade tinha licença para funcionar e que, até a data, não constavam outras ocorrências registradas contra a instituição na cidade.