Março Azul-Marinho alerta para alta mortalidade por câncer colorretal em Ribeirão Preto

Segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, o país deverá ter cerca de 53.810 novos casos por ano

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Nando Medeiros
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Março Azul-Marinho alerta para alta mortalidade por câncer colorretal em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto vive um momento de atenção ao câncer colorretal com a chegada da campanha Março Azul-Marinho. Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que, nos últimos cinco anos, 670 moradores morreram em decorrência da doença, o que motivou a mobilização por prevenção e diagnóstico precoce.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que grande parte dessas mortes poderia ser evitada com rastreamento regular. O oncologista Diocésio Andrade destaca que o câncer colorretal costuma evoluir lentamente e que a identificação de lesões em estágios iniciais aumenta muito as chances de cura. "Muitos casos ainda são detectados tardiamente, quando as opções terapêuticas são mais limitadas", disse.

Segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, o país deverá ter cerca de 53.810 novos casos por ano, o que mantém a doença entre as mais frequentes. Entre os fatores que elevam o risco estão sedentarismo, excesso de peso, alta ingestão de carne vermelha, baixa fibra na dieta, álcool e tabagismo, além de história familiar e doenças inflamatórias intestinais.

Os sintomas podem ser pouco específicos, sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso e anemia, e por isso o rastreamento é considerado fundamental mesmo na ausência de queixas. A principal ferramenta é a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos para pessoas sem risco familiar, com repetição a cada cinco anos; orientações podem ser antecipadas para quem tem predisposição genética.

Tratamentos variam conforme o estágio: cirurgia sola em fases iniciais costuma garantir alta probabilidade de cura; em estágios avançados, há necessidade de quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. Para reduzir mortes, a campanha reforça três frentes: ampliar o acesso e a adesão aos exames de rastreamento, promover mudanças no estilo de vida e intensificar a informação à população.

A Prefeitura e unidades de saúde locais devem intensificar ações de divulgação e facilitar encaminhamentos durante o mês de março. Moradores com mais de 45 anos ou com histórico familiar de câncer colorretal são aconselhados a procurar a rede pública ou um serviço privado para avaliação e agendamento de exames.