Motoristas reclamam de falhas no botão de emergência após novos episódios de 'rabeira' em Ribeirão Preto

Segundo a categoria, embora os alertas cheguem ao Centro de Controle Operacional, nem sempre há retorno efetivo das equipes responsáveis

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Nando Medeiros
· 2 minutos de leitura
Motoristas reclamam de falhas no botão de emergência após novos episódios de 'rabeira' em Ribeirão Preto

Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto relatam falhas no atendimento a acionamentos do botão de pânico instalado nas cabines. Segundo a categoria, embora os alertas cheguem ao Centro de Controle Operacional, nem sempre há retorno efetivo das equipes responsáveis.

De acordo com representantes dos condutores, o dispositivo é frequentemente acionado em situações de risco, como tentativas de “rabeira”, prática em que pessoas se agarram a veículos em movimento. Mesmo assim, equipes da RP Mobi e da Guarda Civil Metropolitana, Guarda Civil Metropolitana de Ribeirão Preto, não conseguem chegar em todos os casos para prestar apoio.

O chefe do sindicato afirmou que ocorrências recentes terminaram sem atendimento, deixando motoristas expostos a agressões e depredações, além de provocar abalo psicológico que impacta a rotina de trabalho.

Imagens de câmeras de segurança registraram, nesta semana, adolescentes que se desequilibraram e caíram no asfalto ao tentar pegar “rabeira” no bairro Ipiranga, evidenciando os riscos tanto para quem pratica a conduta quanto para motoristas e passageiros.

A RP Mobi informou que há pontos com maior incidência da prática, como a Avenida Dom Pedro, regiões do Cristo Redentor, Parque São Sebastião, Jardim Juliana e Vila Tibério, e que realiza operações e marcações nos locais com mais registros.

A Prefeitura afirmou que atua no combate à “rabeira” e citou o botão de emergência como ferramenta de resposta, destacando que há um tempo necessário para o deslocamento das equipes. A administração também reforçou o uso do telefone 153 da Guarda para denúncias.

O município possui legislação específica que proíbe a prática. A norma foi aprovada pela Câmara em novembro de 2023, sancionada em junho de 2025 e regulamentada em setembro do mesmo ano. A lei prevê multa de 14 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, equivalente a R$ 518,28 em 2025, além da apreensão do equipamento utilizado, como bicicleta, patinete ou skate.

Em caso de flagrante, agentes da RP Mobi, da GCM ou da Polícia Militar do Estado de São Paulo podem recolher o equipamento e emitir comprovante de remoção. A legislação também estabelece aumento da penalidade em caso de reincidência, comunicação ao Conselho Tutelar quando o infrator for menor de idade e possibilidade de inscrição em dívida ativa em caso de não pagamento da multa.

Autoridades municipais destacam que ações educativas em escolas e campanhas de conscientização fazem parte da estratégia para reduzir as ocorrências. Enquanto isso, motoristas cobram maior efetividade no atendimento aos chamados feitos pelo botão de emergência para diminuir os riscos nas linhas mais afetadas.