O Ministério Público requisitou a prisão preventiva de dois homens apontados como autores de assédio sexual contra a médica do Nacional durante partida realizada em Ribeirão Preto em 7 de março. O episódio ocorreu no estádio Dr. Francisco de Palma Travassos, no Jardim Paulista, durante confronto pela Série A4 do Campeonato Paulista, quando a profissional informou à árbitra que havia sido alvo de ofensas e gestos de cunho sexual vindos do alambrado. A juíza da partida interrompeu o jogo e relatou o caso na súmula, acionando o protocolo da Federação Paulista de Futebol e dando apoio à vítima.
O Comercial identificou dois torcedores como suspeitos e repassou os nomes ao MP. Conforme o promotor Paulo Freire Teotônio, os investigados são Igor Nobre e Paulo Miranda. O pedido de prisão preventiva foi formalizado, mas a Justiça ainda não se manifestou sobre a medida.
Na segunda-feira (23), surgiram novas denúncias envolvendo Igor Nobre: pelo menos nove mulheres teriam relatado episódios de assédio e comportamento obsessivo, incluindo perseguição e visitas à residência de uma das supostas vítimas. Diante desse conjunto de relatos, o promotor informou que pretende reforçar o pedido de prisão e solicitar abertura de inquéritos complementares para apurar as novas acusações.
As defesas dos investigados se posicionaram. A assessoria de Igor Nobre declarou que sua atuação compreende apenas os fatos ocorridos no estádio e que não tem conhecimento das recentes alegações. A defesa de Paulo Miranda afirmou a inocência do cliente e disse que provará que ele não praticou assédio contra a médica do Nacional.
A tramitação do pedido de prisão e a eventual instauração de novos inquéritos serão acompanhadas pela Justiça local. A investigação seguirá para apurar responsabilidade criminal pelos atos relatados na súmula da partida e pelas denúncias subsequentes.