MP-SP investiga possível vínculo entre usinas controladas pelo PCC e queimadas que atingiram Ribeirão Preto em 2024

O procedimento integra um desdobramento da megaoperação do Ministério Público contra fraudes no setor de combustíveis atribuídas a integrantes do PCC

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Nando Medeiros
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MP-SP investiga possível vínculo entre usinas controladas pelo PCC e queimadas que atingiram Ribeirão Preto em 2024

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar se há ligação entre usinas sucroalcooleiras controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e as queimadas que atingiram a região de Ribeirão Preto entre agosto e outubro de 2024. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo promotores do Gaeco, a suspeita surgiu após identificar que pelo menos três usinas eram de propriedade do grupo no período das ocorrências. Os investigadores apontaram que os principais focos de incêndio coincidiram com áreas sob gestão dessas unidades, o que motivou a abertura do inquérito para verificar se o controle das usinas teve participação na origem ou na propagação dos incêndios.

O procedimento integra um desdobramento da megaoperação do Ministério Público contra fraudes no setor de combustíveis atribuídas a integrantes do PCC. Na investigação anterior, promotores apontaram que cerca de 1.000 postos vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

O promotor João Paulo Gabriel, do Gaeco, ressaltou que as apurações buscam esclarecer a relação entre a estrutura econômica identificada e os episódios de fogo que atingiram plantações de cana e áreas florestais no interior paulista, com Ribeirão Preto entre os municípios mais afetados. O inquérito deverá reunir perícias, documentos de propriedade das usinas e depoimentos para definir responsabilidades.