A régua instalada às margens do Clube de Regatas marcou 2,81 metros no nível do rio Pardo, segundo registros locais. A marca, bem acima da média habitual de 0,70 m, acionou o monitoramento que funciona como aviso antecipado para risco de enchentes e transbordamentos em áreas baixas da cidade.
A direção do Clube informou, entretanto, que o rio só transbordaria se o nível chegasse a 4 metros, patamar que não ocorre há cerca de 15 anos. Meteorologistas mantiveram alerta para continuidade das chuvas ao longo do dia, com possibilidade de temporais e volumes elevados de precipitação, o que pode provocar nova elevação do rio. Desde o início de fevereiro, Ribeirão Preto acumulou cerca de 84% da chuva esperada para o mês: dos 177 mm médios previstos, já foram registrados 149 mm até segunda-feira (9).
O quadro é atribuído à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que tem mantido uma extensa faixa de nuvens carregadas sobre a região por vários dias. Institutos de previsão classificaram Ribeirão Preto em área de perigo para temporais, o nível mais alto de risco, e divulgaram que municípios vizinhos também podem ter volumes elevados de chuva. As autoridades locais seguem monitorando o nível do rio e orientam moradores de pontos mais baixos a acompanhar os avisos oficiais e evitar deslocamentos desnecessários enquanto persistirem as chuvas.