O Banco Central colocou em vigor novas regras de segurança do Pix destinadas a acelerar a recuperação de valores enviados indevidamente e a dificultar a ação de criminosos. A atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), agora na versão 2.0, foi a principal mudança anunciada e começa a valer hoje, segundo a autoridade monetária.
Entre as novidades, o MED 2.0 permite rastrear o percurso do dinheiro mesmo quando ele é transferido rapidamente entre contas intermediárias, o que antes dificultava a localização dos recursos. A expectativa do BC é elevar substancialmente a taxa de recuperação de valores e reduzir o sucesso das fraudes; especialistas consultados estimam que as medidas possam cortar até 40% dos golpes considerados bem-sucedidos.
A norma também prevê bloqueio automático de contas que recebam denúncias de fraude, compartilhamento mais amplo de informações entre bancos e instituições de pagamento e prazos menores para a restituição: o BC estima que, após a contestação, os valores possam ser devolvidos em até 11 dias. Além disso, a ferramenta de contestação por autoatendimento, implantada pelas instituições em outubro, deverá facilitar a solicitação de reembolso diretamente pelos aplicativos, sem necessidade de atendimento humano imediato.
O Banco Central reforça, no entanto, que o MED deve ser acionado apenas em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições. Transferências feitas para destinatário errado por digitação do próprio usuário não são cobertas pelo mecanismo.
Orientações para quem for vítima de golpe: o correntista deve contestar a transação o mais rápido possível pelos canais oficiais do seu banco. A instituição de origem tem até 30 minutos para comunicar a instituição recebedora, que pode bloquear os recursos enquanto a apuração acontece. Se a fraude for confirmada, o montante será restituído; na ausência de indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.
Para moradores de Ribeirão Preto e região, a mudança significa maior proteção nas operações instantâneas, mas especialistas recomendam manter cuidados básicos, como checar informações do destinatário e desconfiar de mensagens que pressionem por transferências, já que nenhuma tecnologia elimina totalmente o risco de golpe.