Operação Arara Caipira desmantela quadrilha que aplicava golpes com compras faturadas em Ribeirão Preto

Para dar aparência de legitimidade, os criminosos cadastravam empresas com CNPJ e razão social verdadeiros ou usavam nomes de “laranjas”

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Nando Medeiros
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Operação Arara Caipira desmantela quadrilha que aplicava golpes com compras faturadas em Ribeirão Preto

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma quadrilha que promovia fraudes por meio de compras faturadas e não pagas.

A ação, coordenada pela 3ª Delegacia da DIG/DEIC e batizada de Arara Caipira, ocorreu em endereços ligados aos investigados em Ribeirão Preto e Limeira. Segundo a investigação, o esquema era altamente organizado, com divisão de funções entre quem abria cadastros, quem praticava negociações com fornecedores e quem recebia as mercadorias.

Para dar aparência de legitimidade, os criminosos cadastravam empresas com CNPJ e razão social verdadeiros ou usavam nomes de “laranjas”, além de criar domínios de e-mail e contas quase idênticas às das vítimas. Após obter crédito e receber os produtos, o grupo deixava de quitar as faturas e interrompia contato com os fornecedores, que acabavam sendo cobrados pelas dívidas geradas com o uso indevido de suas informações.

A investigação teve início após uma empresa do setor agropecuário perceber que seu nome estava sendo usado em pedidos não autorizados. Os policiais também apuraram um caso envolvendo uma empresa de informática que entregou equipamentos a golpistas que haviam se passado por funcionários legítimos; o pagamento prometido em data posterior nunca saiu.

Durante a apuração foram detectadas linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nomes de terceiros, além de hospedagem paga para domínios falsos. A quebra de sigilos telemáticos permitiu rastrear acessos e identificar que a maior parte das operações digitais partiu da região de Ribeirão Preto. Com base nas provas, a Justiça autorizou buscas em nove imóveis e o bloqueio de quatro veículos vinculados aos suspeitos.

A polícia também apontou indícios de que parte dos investigados possui bens de alto valor, possivelmente adquiridos com recursos das fraudes, e que o grupo pode ter conexão com outras organizações criminosas que atuavam de forma contínua na área. A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e recuperar valores e bens envolvidos nas fraudes.