A Polícia Civil deflagrou a Operação Contaminatio, que mira um esquema de infiltração e financiamento de candidatos políticos supostamente articulado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação, iniciada em Mogi das Cruzes, alcançou ao menos sete estados e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão, todos executados em cidades como Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Santos, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Londrina.
Em Ribeirão Preto, agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) cumpriram mandado de busca e apreensão e apreenderam um notebook e dois telefones celulares, que foram lacrados e encaminhados para perícia. A autoridade policial responsável informou que o material pode colaborar com o prosseguimento das apurações, mas não divulgou nomes ou locais específicos ligados aos investigados, já que o inquérito corre em segredo de Justiça.
Segundo a polícia, a apuração identificou seis pessoas politicamente expostas envolvidas no esquema, algumas ocupando cargos de primeiro escalão em administrações municipais da Grande São Paulo, Baixada Santista e cidades do interior, como Ribeirão Preto e Campinas. As autoridades destacaram que nenhuma dessas pessoas exerce mandato eletivo, mas teriam sido indicadas para funções públicas.
A Justiça de Mogi das Cruzes determinou o bloqueio de bens dos investigados no montante de R$ 500 mil. A Contaminatio é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024, que havia resultado no bloqueio de cerca de R$ 8 bilhões em ativos e contas vinculadas a pessoas e empresas relacionadas ao PCC.
A investigação segue sob sigilo enquanto os materiais apreendidos passam por perícia e as medidas judiciais prosseguem.