Uma força-tarefa da Polícia Civil de São Paulo prendeu 233 pessoas suspeitas de crimes de violência doméstica e familiar contra mulheres durante a Operação Ano Novo, Vida Nova, deflagrada a partir da noite de 29 de dezembro e realizada ao longo dos dias seguintes em todo o estado. A ação mobilizou cerca de 1,5 mil agentes e 450 viaturas, com atuação integrada das Delegacias de Defesa da Mulher, dos departamentos de Polícia Judiciária do Interior e de unidades da capital.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as prisões foram o resultado do cumprimento de mandados judiciais distribuídos por diversas regiões; autoridades informaram na ocasião que o número de detidos poderia subir à medida que viaturas retornassem e novas informações fossem confirmadas.
A operação contou com coordenação da Secretaria de Políticas para a Mulher. A titular da pasta afirmou que cada prisão representa proteção direta a potenciais vítimas e reforçou a necessidade de denúncias para que casos sejam investigados e afastados. A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher destacou ainda o caráter preventivo das prisões, ao retirar suspeitos de circulação antes que agressões evoluam para atos mais graves.
A ação ocorreu num contexto de aumento dos registros de feminicídio em 2025 na capital paulista; autoridades também citaram casos recentes que tiveram grande repercussão no fim do ano. Pela legislação brasileira, o feminicídio é tratado como crime hediondo, com penas mais severas.
A Polícia Civil informou que os desdobramentos das investigações e o balanço final das prisões seriam atualizados conforme o retorno das equipes e o andamento dos procedimentos judiciários.