A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a operação Haras do Crime para desmantelar uma organização especializada na perfuração clandestina de dutos da Transpetro.
A ação, coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) em conjunto com o Gaeco do Ministério Público do RJ, cumpriu 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
Em Ribeirão Preto, um homem foi detido, na casa da namorada, no bairro Ribeirânia. Davison Luiz Senhorine, de 42 anos é suspeito de chefiar a quadrilha que que furtava combustíveis de dutos da Transpetro. Segundo a investigação, o núcleo operacional que realizava as extrações funcionava numa fazenda em Guapimirim (RJ), considerada estratégica por concentrar um trecho vulnerável do oleoduto.
A propriedade, conforme apurado, pertence a integrantes de uma mesma família já conhecidos por práticas contraventoras. As apurações, iniciadas em junho de 2024, apontaram que vários envolvidos já haviam sido indiciados ou réus em procedimentos por crimes correlatos.
A Polícia Civil descreveu a quadrilha dividida em cinco núcleos: liderança (coordenação e planejamento das derivações), empresarial e logístico (fornecimento de caminhões-tanque, documentos e contas para disfarçar a atividade), motoristas (transporte em comboios interestaduais), segurança armada (proteção das operações e intimidação) e facilitação (autorização e acesso ao imóvel rural).
A Transpetro teve prejuízos estimados em R$ 5,8 milhões, contabilizando tanto o volume de petróleo subtraído quanto as interrupções operacionais. A prática também representou risco ambiental, ameaça à infraestrutura energética e impacto no abastecimento. As investigações continuam, e a polícia não descartou novas fases da operação.