Uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Ministério Público de São Paulo e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, resultou na prisão de ao menos cinco investigados suspeitos de integrar uma rede ligada à facção criminosa Comando Vermelho no interior paulista.
As investigações, que duraram cerca de oito meses, também levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 33,6 milhões em contas bancárias e ao sequestro judicial de imóveis e veículos vinculados ao grupo.
Segundo os delegados responsáveis pela apuração, o esquema envolvia logística para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, contas utilizadas para movimentação de valores de terceiros e transporte de dinheiro em veículos com compartimentos ocultos.
O principal alvo da investigação é Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”, apontado como líder regional da organização criminosa. Ele é considerado foragido e, de acordo com os investigadores, pode estar escondido em comunidades no Rio de Janeiro. A polícia afirma que ele seria responsável por coordenar operações de tráfico em larga escala e por ordenar execuções na região.
Durante a operação, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em cidades como Ribeirão Preto, Indaiatuba e Rio Claro. A Justiça também expediu 19 mandados de prisão preventiva. Além dos cinco presos nesta fase, outros seis investigados já estavam detidos anteriormente.
As diligências mobilizaram cerca de 120 policiais, com apoio aéreo e participação de auditores fiscais. As equipes identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo transações que ultrapassaram R$ 1,19 milhão em apenas um mês.
Entre os bens atingidos pelas decisões judiciais estão 12 imóveis e 103 veículos, dos quais 26 foram apreendidos durante as ações.
De acordo com as autoridades, a investigação ganhou intensidade após uma sequência de homicídios atribuídos à disputa entre facções criminosas na região. O objetivo da operação foi interromper o avanço territorial do grupo e desarticular sua estrutura financeira e operacional.