Paciente que ficou 10 dias internado por suspeita de envenenamento recebe alta; companheira é aguardada para depor

Segundo a investigação policial, ele passou mal depois de consumir um copo de açaí comprado em uma loja no Jardim Anhanguera

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Nando Medeiros
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Paciente que ficou 10 dias internado por suspeita de envenenamento recebe alta; companheira é aguardada para depor

O auxiliar de produção Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, recebeu alta do Hospital das Clínicas, Unidade de Emergência (HC-UE), após dez dias internado, período em que chegou a ser intubado e passou por tratamento na UTI. Segundo a investigação policial, ele passou mal depois de consumir um copo de açaí comprado em uma loja no Jardim Anhanguera, Zona Leste de Ribeirão Preto, preparado com morango, leite condensado e amendoim triturado.

Adenilson voltou a morar com a companheira, Larissa Batista Sousa, que é apontada como suspeita do possível envenenamento com um raticida conhecido como “chumbinho”. A investigação ainda depende de exames periciais; amostras recolhidas na casa do casal, entre elas um pote com leite em pó, um copo de café e os celulares dos dois, foram enviadas ao Instituto de Criminalística na capital, e o laudo tem prazo estimado de até 60 dias.

A Delegacia de Homicídios requisitou inicialmente mandado de prisão temporária e de busca e apreensão. A Justiça autorizou apenas a busca e apreensão, que resultou nas apreensões citadas. De acordo com o delegado Fernando Bravo, existe um suspeito no caso, sem que o nome tenha sido divulgado, e novas diligências estão em curso para eventual pedido de prisão.

Imagens fornecidas pela açaiteria, que mostram a produção e a entrega do produto, já foram entregues à polícia e, por ora, os investigadores descartam a hipótese de contaminação no estabelecimento. Câmeras de segurança de um vizinho também registraram o casal no dia 5 de fevereiro, quando recolheram os copos no local e retornaram posteriormente para fazer a devolução.

Larissa, cuja defesa alegou não ter acesso integral ao inquérito, estava com depoimento remarcado e é aguardada para prestar esclarecimentos nesta quarta-feira, 18 de fevereiro. Adenilson declarou publicamente que não acredita que a companheira seja responsável pelo ocorrido. Ele foi ouvido informalmente pelo delegado durante a internação e deve prestar depoimento formal em breve. As investigações prosseguem até a conclusão das perícias.