Permissionários do Mercadão de Ribeirão Preto repudiaram fala de vereador que motivou pedido de cassação

O texto pediu que representantes públicos ajam com responsabilidade e respeito diante da diversidade da cidade

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Nando Medeiros
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Permissionários do Mercadão de Ribeirão Preto repudiaram fala de vereador que motivou pedido de cassação

Os permissionários do Mercado Central de Ribeirão Preto divulgaram uma nota pública em que rechaçaram a declaração do vereador André Rodini (Novo) que se tornou alvo de um pedido de cassação. O comunicado foi postado nas redes sociais oficiais do Mercadão e ressalta o papel do espaço como ponto de convivência, trabalho e acolhimento para a população local e regional.

Na manifestação, a Associação dos Comerciantes do Mercado Central afirmou que eventos comemorativos realizados no espaço têm caráter de celebração comunitária e que manifestações que ridicularizem ou estigmatizem pessoas por sua condição social são inaceitáveis. O texto pediu que representantes públicos ajam com responsabilidade e respeito diante da diversidade da cidade.

O pedido de cassação contra o vereador foi protocolado na Câmara Municipal e deve ser lido na primeira sessão ordinária do ano. Na mesma sessão, o plenário vai votar sobre a admissibilidade da denúncia e, se aprovada, poderá determinar a abertura de uma Comissão Processante, cujos integrantes serão sorteados conforme o regimento interno.

A denúncia relata mensagens trocadas em 26 de setembro de 2025 em um grupo de WhatsApp do gabinete, durante a organização do evento “Aniversário de 125 anos do Mercadão da Cidade” e da distribuição de bolo aos frequentadores. Em um trecho da conversa incluído no protocolo, o vereador teria feito comentário considerado pejorativo sobre a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a entrega do bolo.

O documento de representação foi registrado sob o Protocolo Geral nº 27.510/2026 e foi assinado por um ex-assessor do vereador, que trabalhou no gabinete entre novembro de 2022 e outubro de 2025. A Câmara informou que o processo seguirá a legislação vigente, garantindo direito à ampla defesa e transparência dos atos.