Pesquisa da USP de Ribeirão Preto recruta tutores para avaliar impacto do ruído no comportamento e sono de cães

A participação ocorre por meio de um questionário on-line, com duração média de 10 minutos.

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Nando Medeiros
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Pesquisa da USP de Ribeirão Preto recruta tutores para avaliar impacto do ruído no comportamento e sono de cães

Pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP estão recrutando tutores de cães para um estudo de mestrado que investiga como os sons urbanos afetam o comportamento, o sono e o bem-estar dos animais. A iniciativa, coordenada pela jornalista e mestranda Ana Alice Vercesi Gallo sob orientação da professora Patricia Monticelli, integra o Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da unidade.

A participação ocorre por meio de um questionário on-line, com duração média de 10 minutos. Podem responder tutores maiores de 18 anos que tenham cães residentes em Ribeirão Preto e cidades da região. Há preferência por animais que tenham acesso ao interior da residência, mas cães que transitam entre áreas internas e externas também são aceitos.

O instrumento de pesquisa está dividido em quatro blocos: dados gerais e socioeconômicos do tutor; percepção do ruído no entorno do domicílio; registro das reações comportamentais do cão diante desses sons; e questões sobre o sono do animal, foco central do estudo.

Os pesquisadores enfatizam que a participação é voluntária e que não há respostas certas ou erradas, interessa o relato cotidiano de quem convive com o animal em ambiente urbano.

O estudo parte do conceito de “paisagem sonora”, que reúne todos os sons presentes no ambiente, como tráfego, máquinas e demais ruídos urbanos. Segundo a equipe, a sensibilidade auditiva dos cães pode tornar esses sons mais impactantes do que para humanos, com consequências no estresse, na qualidade do descanso e no convívio familiar.

Além de gerar dados comportamentais e sobre sono, a pesquisa pretende levantar indicadores fisiológicos de estresse e a percepção dos tutores, um elemento considerado-chave pelos pesquisadores, já que vizinhos e donos podem não notar sinais de desconforto dos animais.

A expectativa é que os resultados orientem mudanças de rotina e manejo doméstico e sirvam de base para intervenções futuras voltadas à melhoria do bem-estar animal em áreas ruidosas. Em longo prazo, os dados poderão contribuir para debates sobre políticas públicas, planejamento urbano e arquitetura que considerem a saúde de humanos e animais nas cidades.

Interessados em participar podem acessar o formulário on-line divulgado pela equipe do estudo. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdwmA0f3jmHwUrdr2r6azZZTBx2S1ssWndA5zHr3NTxMRy_yw/viewform