Pesquisa do Procon-SP revela variação de até 197% em itens de material escolar em Ribeirão Preto

Ao todo, a pesquisa comparou 91 itens, entre apontadores, borrachas, cadernos, canetas, colas, giz de cera, lápis de cor, lapiseiras, marca-textos, massa de modelar, papel A4, refis para fichário, réguas, tesouras e tintas para pintura

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Nando Medeiros
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Pesquisa do Procon-SP revela variação de até 197% em itens de material escolar em Ribeirão Preto

Levantamento do Procon-SP no núcleo regional de Ribeirão Preto, realizado em dezembro, identificou diferenças expressivas de preço entre estabelecimentos locais para os mesmos materiais escolares. A maior discrepância verificada foi de quase 197%: um apontador com depósito Shaker 2 da marca Maped chegou a custar R$ 9,50 em uma loja e R$ 3,20 em outra.

Ao todo, a pesquisa comparou 91 itens, entre apontadores, borrachas, cadernos, canetas, colas, giz de cera, lápis de cor, lapiseiras, marca-textos, massa de modelar, papel A4, refis para fichário, réguas, tesouras e tintas para pintura, com coleta de preços feita em oito estabelecimentos no dia 15 de dezembro. Dos produtos avaliados, 47 registraram diferença superior a 50% conforme o ponto de venda.

O estudo foi elaborado com o objetivo de fornecer parâmetros aos consumidores sobre preços médios, menores e maiores apurados na amostra, ajudando famílias a planejar melhor as compras para o ano letivo.

Especialistas do Procon-SP lembram que, embora muitos itens tenham valores individuais reduzidos, a soma da lista de material pode representar gasto significativo. Por isso, recomendam pesquisa prévia e o aproveitamento de materiais em bom estado que já existam em casa.

Outras orientações apontadas pelo órgão incluem a possibilidade de realizar compras coletivas para obter descontos por volume, a troca de livros didáticos entre alunos como alternativa econômica e atenção às variações de preço conforme a forma de pagamento (dinheiro, Pix, débito ou crédito).

O Procon-SP também destaca que as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo por parte das famílias, em conformidade com a Lei nº 12.886/2013, que trata da proibição dessa prática.

A recomendação final é que pais e responsáveis consultem as referências de preços antes de fechar a compra e priorizem reaproveitar itens em bom estado para reduzir os gastos do início do ano escolar.