A Polícia Civil confirmou a prisão de quatro pessoas na terceira etapa da chamada Operação Criptopix. A investigação, coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Seccional de Sertãozinho, apura uma quadrilha que sequestrava empresários para obrigá‑los a realizar transferências via PIX, com posterior conversão dos valores em criptomoedas para dificultar o rastreio.
As prisões ocorreram em Jaboticabal e Monte Alto, na região, e também em Osasco e Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Entre os detidos estão uma mulher de 25 anos, em Monte Alto; um homem de 31 anos, em Jaboticabal; e dois jovens de 27 anos presos nas cidades da Grande SP. Em uma das residências vistoriadas, os policiais apreenderam um simulacro de arma e a capa de um colete balístico.
Segundo a DIG, os mandados foram cumpridos com apoio da Polícia Militar e das Guardas Civis Municipais. As prisões se somam a ações anteriores da Operação Criptopix: em 10 de fevereiro já haviam sido detidas cinco pessoas em investidas que alcançaram cidades como Belo Horizonte, Guarujá, Guariba, Monte Alto e Jaboticabal, e em 8 de março houve nova fase com prisões e apreensões em Guariba, apontada como base dos líderes do grupo.
As apurações continuam para identificar todos os responsáveis pela logística financeira do esquema, incluindo supostos “laranjas” usados para ocultar e movimentar valores antes da troca por criptomoedas. A DIG informou que novas medidas poderão ser adotadas à medida que a investigação avance.