A Polícia Civil deflagrou a "Operação Quebrando a Banca", resultado de investigações da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Piracicaba. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a suspeitos em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e na Capital.
Segundo a investigação, o grupo atuava há anos no interior paulista explorando jogos de azar e teria movimentado cerca de R$ 97 milhões. A apuração apontou uma estrutura hierarquizada, com gerentes de área e operadores financeiros, além do uso da técnica conhecida como "smurfing", criação de múltiplas contas por jogadores experientes para lavar recursos e prejudicar iniciantes, e de laranjas e empresas de fachada para dissimular as transações.
Os investigadores ainda estimam que o chefe da organização chegou a movimentar aproximadamente R$ 25 milhões em seis meses no ano de 2024. Durante a ação foram apreendidos dispositivos eletrônicos, material relacionado às apostas e, em São João da Boa Vista, seis veículos de luxo ligados aos suspeitos. Em Ribeirão Preto e em Santa Rosa de Viterbo não foram divulgados detalhes sobre objetos ou bens apreendidos.
Não houve divulgação, até o momento, de prisões decorrentes da operação. Com as provas reunidas, a polícia deve indiciar os envolvidos por crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. As investigações continuam sob coordenação da DEIC de Piracicaba.