O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), anunciou a criação de uma Unidade de Retorno Assistencial (URA) para reforçar o atendimento emergencial da cidade. A URA começará a operar na próxima semana no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), na rua Minas, bairro Campos Elíseos, e integrará a rede com Hospital das Clínicas, Santa Casa e Santa Lydia para absorver parte da demanda que vinha sendo encaminhada à Beneficência Portuguesa.
A medida foi tomada após decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto, proferida pela juíza Lucilene Aparecida Canella de Melo, que proibiu a prefeitura de encaminhar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao setor de urgência e emergência da Beneficência Portuguesa. A determinação, motivada por uma Ação Civil Pública do Ministério Público de São Paulo, suspende os encaminhamentos até que o hospital realize, em até 90 dias, adequações estruturais e assistenciais consideradas essenciais para a segurança dos pacientes.
Segundo a prefeitura, a URA funcionará como um espaço intermediário entre a alta das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a internação hospitalar. Destinada a pacientes já estabilizados que ainda necessitam de monitoramento, exames seriados ou reavaliação antes da alta definitiva, a nova unidade buscará evitar internações desnecessárias e reduzir a pressão sobre leitos hospitalares.
A equipe da URA terá médicos clínicos ou emergencistas, profissionais de enfermagem e suporte multiprofissional, incluindo farmácia, fisioterapia e nutrição conforme o caso. Na prática, o fluxo previsto parte da avaliação e estabilização na UPA, seguida por critérios clínicos que definirão a elegibilidade para transferência à URA. Lá, o paciente poderá permanecer por curto período para realização de exames como laboratoriais, eletrocardiograma, raio‑X ou ultrassom, ajustes terapêuticos e reavaliações. Ao final, será dada alta com retorno programado, encaminhado para acompanhamento ambulatorial ou, em casos excepcionais, transferido para internação hospitalar.