Prefeitura de Ribeirão Preto define medidas para ampliar acolhimento a vítimas de violência doméstica

Entre as prioridades debatidas estiveram a ampliação do acolhimento emergencial nos finais de semana e o reforço do transporte para encaminhamento das vítimas

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Nando Medeiros
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Prefeitura de Ribeirão Preto define medidas para ampliar acolhimento a vítimas de violência doméstica

A Prefeitura de Ribeirão Preto promoveu uma reunião no Salão Nobre do Centro Administrativo para traçar novas ações de proteção a mulheres e famílias vítimas de violência doméstica.

O encontro contou com a presença do prefeito Ricardo Silva, do secretário de Saúde (que responde interinamente pela Assistência Social) Maurício Godinho, do comandante da Guarda Civil Metropolitana, Edson Ferreira, além de representantes da Delegacia de Defesa da Mulher, do Judiciário e do Conselho Tutelar.

Entre as prioridades debatidas estiveram a ampliação do acolhimento emergencial nos finais de semana e o reforço do transporte para encaminhamento das vítimas, medidas que visam garantir atendimento mais rápido e humanizado. O prefeito ressaltou que a segurança e o acolhimento feminino são prioridades da gestão e lembrou avanços recentes, como o atendimento 24 horas da Delegacia de Defesa da Mulher.

A juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica, Daniele Regina de Souza Duarte, elogiou o trabalho do Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (NAEM) da Secretaria de Assistência Social e destacou que o município tem se destacado no estado tanto no acolhimento quanto em ações voltadas à reeducação de agressores.

O comandante da Guarda Civil Metropolitana informou que, entre janeiro e março de 2026, a corporação realizou mais de 400 visitas a mulheres com medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e efetuou 12 prisões em flagrante. Ele também anunciou que, a partir de abril, a Guarda terá uma equipe dedicada ao atendimento de ocorrências de violência doméstica durante a noite e nos finais de semana.

Como encaminhamentos, a administração municipal prevê a implantação de uma equipe de plantão especializada para acolhimento imediato e a criação do Centro de Acolhimento Especializado Permanente (CAEP), que deverá ampliar a rede de atendimento e reforçar o suporte às vítimas.