Prefeitura leva documento ao Tesouro e avança na implantação da Via Leste–Oeste

Segundo a Prefeitura, o projeto foi desenhado para reduzir alagamentos em trechos críticos por meio de sistemas de drenagem e parques lineares baseados no conceito de “cidade esponja”

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Nando Medeiros
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Prefeitura leva documento ao Tesouro e avança na implantação da Via Leste–Oeste

O prefeito Ricardo Silva esteve em Brasília para protocolar junto ao Tesouro Nacional a documentação que viabiliza a operação financeira do projeto Via Leste–Oeste, considerado o maior investimento em mobilidade urbana da história de Ribeirão Preto. Com o envio, o processo entrou em análise técnica no Tesouro, etapa que tem prazo estimado de até duas semanas antes de seguir ao Ministério das Cidades para a decisão final sobre a liberação dos recursos.

O corredor, com 27,1 km, pretende conectar as zonas Leste e Oeste por um eixo perimetral, reorganizando o tráfego e aliviando a carga sobre vias centrais. A proposta inclui requalificação de avenidas como a Via Norte, Rio Pardo e Tanquinho, implantação de faixas exclusivas para ônibus, ciclovias contínuas e calçadas acessíveis, além de obras de drenagem, redes de água e esgoto, iluminação, novas pontes e travessias sobre córregos.

Segundo a Prefeitura, o projeto foi desenhado para reduzir alagamentos em trechos críticos por meio de sistemas de drenagem e parques lineares baseados no conceito de “cidade esponja”. A intervenção também prevê medidas de sustentabilidade e estímulo à mobilidade ativa, com impacto esperado na redução de emissões e na reorganização do uso do solo.

A estimativa apresentada pelas equipes aponta para atendimento diário de 1.800 a 2.200 usuários do transporte coletivo ao longo do corredor e potencial para induzir ocupação planejada capaz de abrigar cerca de 81 mil novos habitantes em áreas hoje subutilizadas. O plano de financiamento contempla cerca de R$ 150 milhões destinados a desapropriações, com regras que buscam evitar deslocamentos involuntários e indenizar integralmente imóveis comerciais quando necessário.

A Prefeitura informou ainda que já concluiu a etapa de congelamento de áreas em torno das avenidas Rio Pardo e do Tanquinho e que um levantamento técnico mais detalhado das desapropriações está em andamento. Com a tramitação em Brasília, o governo municipal diz avançar na execução de uma obra que promete transformar a mobilidade urbana e a integração entre bairros da cidade.