‘Pulmão de pipoca’ e ‘EVALI’: conheça os perigos dos cigarros eletrônicos

Entre as complicações citadas está a bronquiolite obliterante, condição inflamatória das pequenas vias aéreas que pode evoluir para fibrose pulmonar, conhecida popularmente como “pulmão de pipoca”

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Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
‘Pulmão de pipoca’ e ‘EVALI’: conheça os perigos dos cigarros eletrônicos

O pneumologista Dr. Renato Calil, especialista em saúde respiratória, divulgou um alerta sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos (vapes). Segundo o profissional, a inalação contínua dos vapores pode provocar doenças pulmonares severas e, em alguns casos, lesões permanentes na função respiratória.

Entre as complicações citadas está a bronquiolite obliterante, condição inflamatória das pequenas vias aéreas que pode evoluir para fibrose pulmonar, conhecida popularmente como “pulmão de pipoca”. A lesão foi associada no passado ao diacetil, composto usado para dar sabor amanteigado em alimentos, que também pode estar presente em alguns líquidos para vaping e provocar dano direto ao tecido pulmonar quando inalado.

Além do diacetil, o especialista destacou que os dispositivos liberam outras substâncias potencialmente tóxicas durante o aquecimento, como formaldeído, amônia e metais pesados (níquel e cádmio). Esses compostos estão relacionados a inflamação das vias aéreas, agravamento de doenças respiratórias e, em longo prazo, a um risco aumentado de câncer.

A nicotina presente na maioria dos produtos de vape também preocupa: por chegar rapidamente à corrente sanguínea, favorece a dependência química. Outra condição associada ao uso de produtos para vaping é a EVALI, lesão pulmonar relacionada ao uso desses dispositivos, que provocou surtos com internações e mortes nos Estados Unidos e teve registros também no Brasil.

Para prevenir complicações, o especialista recomenda evitar o uso de cigarros eletrônicos. Usuários que apresentam dependência ou sintomas respiratórios (tosse persistente, falta de ar, chiado no peito) devem procurar atendimento médico. O tratamento pode envolver estratégias para cessação do tabagismo, reposição de nicotina e medicamentos específicos, de acordo com avaliação clínica.

O alerta visa orientar a população local sobre os riscos ainda pouco percebidos desses produtos e incentivar quem já usa vapes a buscar orientação profissional para reduzir danos à saúde pulmonar.

O alerta foi feito pela operadora Hapvida.