Uma briga entre dois operários em um canteiro de obras de grande porte em Sertãozinho terminou na queda de um dos trabalhadores de uma estrutura metálica elevada. O episódio, que aconteceu durante a execução dos serviços, não teve desfecho fatal graças ao uso do cinto de segurança, segundo comunicações da empresa responsável. O equipamento teria interrompido a queda e evitado ferimentos graves.
Após apuração interna, ambos os funcionários envolvidos na discussão foram desligados da construtora terceirizada. A empresa também recebeu uma multa estimada em R$ 85 mil e a obra foi paralisada por três dias para apuração e regularização das condições de segurança.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que o caso expôs falhas no controle comportamental no canteiro e reforçou a necessidade de seguir protocolos obrigatórios para atividades em altura, como treinamentos periódicos, supervisão contínua e uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs).
Especialistas em segurança do trabalho consultados lembraram que conflitos interpessoais em ambientes de risco aumentam a probabilidade de acidentes e que a prevenção depende não só da disponibilização de EPIs, mas também de rotina de fiscalização e programas de gestão de comportamento e saúde mental dos trabalhadores.
A construtora informou ter adotado medidas imediatas de correção e que colaborou com as autoridades durante a investigação. Órgãos de fiscalização do trabalho orientam que empresas mantenham registros de treinamentos e verifiquem regularmente o uso adequado dos equipamentos para reduzir a ocorrência de incidentes semelhantes.