Ribeirão Preto amplia fluxos exclusivos nas UPAs para reforçar combate à dengue

A medida, que amplia o modelo em “Y” implantado em 2025, passou a incluir tendas externas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e readequação de espaços na UPA Sul

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Nando Medeiros
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Ribeirão Preto amplia fluxos exclusivos nas UPAs para reforçar combate à dengue

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliou em janeiro de 2026 o fluxo exclusivo de atendimento para casos suspeitos de dengue nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A medida, que amplia o modelo em “Y” implantado em 2025, passou a incluir tendas externas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e readequação de espaços na UPA Sul para separar pacientes com sintomas de dengue dos demais atendimentos de urgência.

Com a nova estrutura, os pacientes passaram por triagem específica e foram direcionados a salas exclusivas de classificação de risco, organizadas em quatro grupos conforme gravidade clínica. Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados têm exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação com hidratação venosa intensiva; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência para estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo foi padronizado em toda a rede municipal, com fluxos distintos para atendimento adulto e pediátrico.

Segundo a secretaria, o teste rápido é realizado em pacientes classificados nos grupos com sinais de alerta e graves, enquanto a coleta de PCR é feita em óbitos e em amostras selecionadas, em parceria com o Hemocentro, para identificação de sorotipos. As ações visam reduzir tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e melhorar a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e regulação de leitos.

A Secretaria de Saúde informou que, de 1º de janeiro até 29 de janeiro de 2026, foram confirmados 10 casos de dengue no município. No mesmo período de janeiro de 2025, Ribeirão Preto registrou 3.695 casos e quatro óbitos pela doença. A administração mantém ainda ações de controle vetorial iniciadas em 2025, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões aos fins de semana e armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti, como parte do plano permanente de prevenção e enfrentamento.