Ribeirão Preto inicia retirada dos orelhões após fim de concessão; 339 aparelhos estavam na cidade

A agência definiu que equipamentos só permanecerão em operação em localidades onde não haja cobertura de rede celular disponível até 2028

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Nando Medeiros
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Ribeirão Preto inicia retirada dos orelhões após fim de concessão; 339 aparelhos estavam na cidade

A partir de janeiro de 2026 começaram a ser retirados os tradicionais telefones públicos, os chamados orelhões, das ruas do país, inclusive em Ribeirão Preto. A decisão segue o encerramento das concessões firmadas em 1998, que venceram em dezembro de 2025, e a determinação da Anatel para que as operadoras direcionem investimentos a banda larga e telefonia móvel.

Segundo levantamento da Anatel feito em dezembro de 2025, Ribeirão Preto possuía 339 orelhões, todos administrados pela Telefônica. Desses, 285 estavam em funcionamento e 54 em manutenção. A retirada dos equipamentos na cidade começou em janeiro e será feita de forma gradual.

A agência definiu que equipamentos só permanecerão em operação em localidades onde não haja cobertura de rede celular disponível até 2028. As empresas responsáveis pelo serviço, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica, deixaram de ter obrigação legal de manter os terminais nas vias públicas.

Os orelhões, presentes no Brasil desde 1972 e projetados pela arquiteta Chu Ming Silveira, perderam relevância com a expansão dos celulares e da internet móvel; chegaram a superar 1,5 milhão de unidades no país. A imagem da cabine telefônica voltou a chamar atenção recentemente ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, que estreia em sessões populares em Ribeirão Preto a partir de 22 de janeiro de 2026.