Ribeirão Preto registra quase 2 mil ataques de escorpião em 2025 e vê alta também em janeiro de 2026

Especialistas e a própria Secretaria reforçam que o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é a espécie predominante nas ocorrências urbanas e a que oferece maior risco

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Nando Medeiros
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Ribeirão Preto registra quase 2 mil ataques de escorpião em 2025 e vê alta também em janeiro de 2026

Ribeirão Preto encerrou 2025 com 1.998 registros de acidentes por escorpião, número 33% maior que as 1.502 ocorrências contabilizadas em 2024, segundo painel da Secretaria Municipal de Saúde. O aumento corresponde a 496 casos adicionais no ano, uma média aproximada de uma picada a cada quatro horas e meia.

O crescimento da incidência continuou no início de 2026: em janeiro foram notificados 199 ataques na cidade, ante 147 no mesmo mês do ano anterior, elevação de 35,4% (mais 52 ocorrências). Os dados municipais apontam para tendência de alta que motivou mudança no atendimento de emergência.

A Prefeitura atualizou o protocolo para vítimas de picadas. Crianças de zero a 10 anos passaram a ser encaminhadas diretamente ao Hospital das Clínicas, Unidade de Emergência (HC-UE), onde equipes realizam avaliação imediata e aplicam soro antiescorpiônico quando indicado. Pacientes com 11 anos ou mais devem procurar primeiro a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima; o encaminhamento ao HC-UE ocorre apenas para casos avaliados como moderados ou graves.

Especialistas e a própria Secretaria reforçam que o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é a espécie predominante nas ocorrências urbanas e a que oferece maior risco. O atendimento médico dentro de até quatro horas após a picada é recomendado para reduzir chances de complicações; o tratamento pode incluir soro antiescorpiônico e medidas para controle da dor.

Fatores climáticos e ambientais ajudam a explicar a proliferação: temperaturas mais altas e umidade favorecem a reprodução, e animais encontram abrigo em galerias, esgotos, entulhos e pontos com acúmulo de lixo. Como prevenção, as autoridades orientam a manutenção de quintais e áreas externas limpas, vedação de ralos, remoção de entulho e combate a pragas que servem de alimento aos escorpiões, como baratas.

A Secretaria Municipal de Saúde acompanha os números e orienta a população a procurar atendimento imediato em caso de picada. Caso das mudanças no protocolo, a administração avaliou que a medida visa reduzir o tempo para administração do soro em grupos mais vulneráveis e otimizar o fluxo nas unidades de saúde.