Seis morrem após lancha colidir com píer sem sinalização entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG)

Segundo as corporações, a lancha seguia de volta ao rancho onde o grupo estava hospedado quando o condutor, identificado como Wesley Carlos da Costa, colidiu com o píer

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Nando Medeiros
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Seis morrem após lancha colidir com píer sem sinalização entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG)

Um acidente com uma lancha deixou seis pessoas mortas no Rio Grande, na divisa entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). A embarcação, que transportava 15 pessoas, bateu contra um píer sem sinalização por volta das 22h30, virou e parte dos ocupantes foi arremessada ao rio. O grupo havia passado o dia em um evento em um bar flutuante em Rifaina.

As vítimas levadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá foram identificadas como Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos; Marina Rodrigues Matias, 22 anos; Wesley Carlos da Costa, 45 anos; Erica Fernanda Leal Lima, 40 anos; Viviane Aparecida Aredes, 35 anos; e o menino Bento Aredes Ferreira, 4 anos. Familiares estiveram no IML para reconhecimento dos corpos; um tio de Marina relatou o choque da família ao receber a notícia e lamentou a morte precoce da jovem.

Segundo as corporações, a lancha seguia de volta ao rancho onde o grupo estava hospedado quando o condutor, identificado como Wesley Carlos da Costa, colidiu com o píer. Autoridades informaram que o piloto não tinha autorização para conduzir a embarcação. Apenas três pessoas usavam coletes salva‑vidas no momento do acidente.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Sacramento foram acionadas. Testemunhas e guardas municipais de Rifaina retiraram inicialmente três corpos da água; outros três foram localizados por um mergulhador amador. Três ocupantes sobreviveram e foram levados a unidades de saúde em Rifaina; seis pessoas não apresentavam ferimentos aparentes. O resgate foi concluído por volta das 4h30 da madrugada de domingo (22).

A Polícia Civil de Sacramento realizou perícia no local e conduz a investigação para apurar responsabilidades. A Capitania Fluvial do Tietê‑Paraná, da Marinha do Brasil, informou que abriu Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) e enviou peritos ao trecho do Rio Grande; o procedimento tem prazo inicial de 90 dias para conclusão, podendo ser prorrogado.

Autoridades pedem cautela na navegação noturna e ressaltam a importância de sinalização adequada e uso de dispositivos de segurança para evitar novas tragédias.