Síndicos em Ribeirão Preto adotam metas de economia para enfrentar pressão inflacionária em 2026

Gestores têm priorizado ações que gerem economia sem comprometer a manutenção e a segurança, sempre com base em diagnósticos e em aprovação do conselho e da administradora

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Nando Medeiros
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Síndicos em Ribeirão Preto adotam metas de economia para enfrentar pressão inflacionária em 2026

Ao começar 2026, síndicos de condomínios em Ribeirão Preto e região intensificaram a busca por medidas de redução de custos para preservar serviços e evitar aumentos nas taxas condominiais. A iniciativa, além de atender a uma necessidade prática frente à previsão de alta de preços em contratos de segurança e limpeza, atende também a obrigações previstas no Código Civil, que exigem elaboração de orçamento anual e prestação de contas à assembleia.

Gestores têm priorizado ações que gerem economia sem comprometer a manutenção e a segurança, sempre com base em diagnósticos e em aprovação do conselho e da administradora. Entre as estratégias mais adotadas estão a troca de iluminação por LED e instalação de sensores, programas de reuso e manutenção preventiva de redes hidráulicas para reduzir desperdício de água, renegociação de contratos de prestação de serviços e revisão anual das apólices de seguro para ajustar coberturas e custos.

A tecnologia aparece como aliada: aplicativos de gestão têm substituído processos em papel, diminuindo gastos administrativos e melhorando a transparência nas contas. Esses cortes e otimizações também têm sido pensados para formar reservas destinadas a investimentos futuros, como sistemas de energia solar e melhorias de acessibilidade, que podem reduzir despesas no médio prazo.

Especialistas apontam que a eficiência financeira deve caminhar junto com comunicação clara aos moradores. Cortes que prejudiquem limpeza, manutenção ou segurança podem configurar má gestão e expor síndicos a questionamentos legais. Por isso, medidas estruturadas, com justificativa técnica e aprovação em assembleia, são apresentadas como o caminho para equilibrar saúde financeira do condomínio e preservação do patrimônio coletivo.

Com cenário econômico mais desafiador previsto para 2026, condomínios que adotarem planejamento, transparência e ações sustentáveis tendem a mitigar aumentos nas cotas e aumentar a confiança entre condôminos e administração.